MACHISMO SOBRE RODAS

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    bdr

    Numa manhã de setembro, enquanto ia a caminho do trabalho na minha Honda PCX, fui ultrapassada por uma mota preta, estilo DT. O condutor ia, obviamente, a uma velocidade superior à minha, até porque eu sou uma daquelas pessoas que procura cumprir os limites de velocidade, em especial quando é o meu corpo a cortar o vento. A mota escura curvou na direção de uma rua estreita e eu, coincidentemente, também. Ele seguia ligeiramente à esquerda, uma vez que estavam alguns carros estacionados junto aos dois passeios, e eu à direita do eixo da via, enquanto procurava manter alguma distância. Subitamente, o rapaz atravessou-se à minha frente e volveu à direita, alcançando um caminho particular que o levaria até a uma oficina. Sem aviso, sem luz amarela a piscar e sem qualquer indicação de que iria mudar de direção. Eu travei instintivamente, de modo a evitar uma possível colisão, mas a minha mota derrapou e inclinou-se para a esquerda, tendo eu acabado por cair.

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