Residência alternada – Perguntas e Respostas

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Foi também usado como argumento – infeliz – o excesso de atenção dado à violência doméstica e a ausência de “estatísticas” sobre mulheres que matam os companheiros. Na verdade, existem estatísticas sobre mulheres que matam os companheiros, já que não é possível produzir estatísticas sobre homicídio em relações de intimidade visando saber quantos dos agressores são homens sem ficar a saber, por exclusão de partes, quantas das agressoras são mulheres. No relatório da DGPJ (estatísticas do Ministério da Justiça) face aos anos de 2007-2016, pode ler-se o seguinte: «Quando se compara o número de pessoas condenadas por crime de homicídio em que a vítima é cônjuge ou companheiro(a), segundo o sexo da pessoa condenada, verifica-se uma forte prevalência dos casos em que a pessoa condenada é do sexo masculino. A correspondente proporção nunca é inferior a 83,3% do total, chegando mesmo a ser superior a 96% (em 2012). Por contraponto, os casos em que a pessoa condenada é do sexo feminino regista uma variação entre os 3,6% e os 16,7% (em 2013)». Em certos anos não chega mesmo a ocorrer qualquer homicídio “conjugal” em que a vítima é masculina e a agressora feminina. O inverso nunca sucedeu. Todos os anos morrem mulheres às mãos dos companheiros. E não são poucas. 

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