NÃO É BIRRA, NÃO É MANIA, NÃO É FUTILIDADE: É UMA DOENÇA

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Este texto surgiu como uma das minhas resoluções para o novo ano que agora começa. Não lhe chamo ato de desespero, talvez mais um grito de alerta. A minha identidade foi escondida propositadamente. É um texto que vos chega cansado e sofrido, que vem negro, que vem vazio, que vem desamparado. E que vem também como um pedido de ajuda – ajuda para todos aqueles que, tal como eu, se sentem à margem da sociedade, dos amigos, da família, do mundo que antes lhes era familiar e confortável. Distúrbios alimentares não são novidade no séc. XXI mas nem toda a gente é CAPAZ de perceber que são uma doença severa e cruel e não um mero capricho, uma obsessão oca e fútil pela aparência. Até eu cheguei a pensar que distúrbios alimentares não passavam de tentativas para pedir e chamar a atenção… Enganada. Errada. É um buraco que parece não ter fundo como o de Alice no País das Maravilhas, mas que de maravilhoso não tem absolutamente nada. A queda é livre e vem cheia de pesos e dores. Peso na consciência, principalmente, mas também no corpo. Na alma.

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