FESTIVAL “OLHARES DO MEDITERRÂNEO” DIVULGA E PROMOVE A PRESENÇA DAS MULHERES NO CINEMA ATUAL

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Há cada vez mais mulheres a fazer cinema em toda a parte e isso nota-se também na bacia do mediterrâneo – seja no Norte de África, no Próximo Oriente ou na Europa. O festival “Olhares do Mediterrâneo, Cinema no Feminino” regressa no final de setembro ao São Jorge, em Lisboa, para apresentar, ver e debater o olhar das mulheres na produção cinematográfica.

O festival “Olhares do Mediterrâneo, Cinema no Feminino” – que este ano regressa ao Cinema São Jorge, em Lisboa, entre 28 de setembro e 1 de outubro – continua, nesta sua 4ª edição, a promover a exibição de filmes oriundos da bacia mediterrânica e a divulgar o papel da mulher no mundo do cinema. Na edição de 2017 apresenta uma programação composta por 52 filmes, debates, workshops, performances, exposições e, na sessão de encerramento, um concerto.

“A percentagem de exibição de cinema feito por mulheres continua a ser muito baixa embora seja interessante verificar o aumento do número de prémios recebidos por mulheres no âmbito desta actividade artística”, afirma Antónia Pedroso Lima, uma das responsáveis pela organização do festival, professora de Antropologia no ISCTE – IUL e Presidente do CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia “Por isso”, continua Antónia Pedroso Lima, “o festival ‘Olhares do Mediterrâneo’ vem chamar a atenção para o cinema produzido no feminino e, através dos filmes, chama a atenção para a diversidade social e cultural das diferentes regiões mediterrânicas e divulga outras formas de fazer cinema”.

“É um conjunto de filmes que contribui muito para a identidade de um festival cinematográfico como este, que se distingue pela circunstância geográfica – o Mediterrâneo – e pela participação significativa de mulheres nas suas produções”, afirma Sara David Lopes, outra das organizadoras do festival. “Temos, aliás, vindo a alargar o critério de seleção a outros créditos dos filmes, como o Argumento, a Montagem ou a Fotografia”.

Com três competições com júri e Prémio do Público para Melhor Longa e Melhor Curta Metragem, à competição geral e à competição travessias, este ano o “Olhares do Mediterrâneo” junta uma secção nova, a “Começar a olhar”, dedicada aos filmes produzidos em contexto de formação em cinema. O festival mantém assim a secção especial “Travessias”, inaugurada em 2016, muito atenta à questão das migrações na bacia do mediterrâneo. A secção “Travessias” desta edição, aborda fluxos migratórios presentes, apresentando por exemplo um documentário sobre como uma aldeia em Itália tem vindo recentemente a receber refugiados e migrantes atravessando de barco, reavivando-se do envelhecimento emigração da população local – uma co-produção italiana, suíça e francesa.

“Alguns dos filmes chamam a atenção para os dramas vividos por muitos refugiados, mas quase todos mostram que também continua a existir um quotidiano para além da desgraça, e essa é uma dimensão da experiência vivida que é muito importante dar a conhecer,”  afirma Antónia Pedroso Lima.

Na sua 4ª edição o Festival “Olhares do Mediterrâneo – Cinema no Feminino” mantém a parceria com a Câmara Municipal de Lisboa (através dos pelouros da Cultura e dos Direitos Sociais), EGEAC, El Corte Inglês e Alto Comissariado para as Migrações, e tem como novos parceiros a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e a Fundação INATEL. Debates, exposições, workshops, performances, pintura, caligrafia, gastronomia ou henna (coloração das mãos), são algumas das atividades paralelas à exibição dos filmes e que contribuem para o perfil muito transversal deste festival.

 

E-mail: olharesdomediterraneopress@gmail.com