CAROL

1887

 

 

É sempre difícil ver uma adaptação cinematográfica duma obra literária que nos diz tanto como “The Price of Salt” de Patricia Highsmith. O livro é uma referência incontornável na escassa literatura existente sobre a temática lésbica, ainda mais se pensarmos que se refere a uma época, os anos 50, em que ser-se homossexual era crime, punido com pena de prisão em quase todos os países do mundo ocidental. É uma ode a uma personagem, Carol, que se libertou dos espartilhos que a agrilhoavam, a família, o marido, a filha, e livre de culpa, escolheu a liberdade. Todas sabemos que a liberdade face às convenções sociais, ao que é expectável, tem sempre um preço a pagar e ela quis pagá-lo, teve de sofrer perdas, lamber feridas para viver de acordo com aquilo que queria. É também uma ode ao feminismo, uma chapada de luva branca ao machismo opressor e controlador que, imagino, se sentiria no ar nos anos 50, como um nevoeiro intenso e espesso, reduzindo e tapando todos os escapes sem apelo nem agravo!

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