UMA MÃE LIVRE É UMA MÃE MAIS FELIZ

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Durante os primeiros meses de vida da Letícia, sobretudo nas primeiras semanas, vivi acorrentada. A minha boca estava amordaçada por palavras que havia dito outrora, aprendizagens que fui fazendo, coisas que fui ouvindo, e que, por sua vez, deram lugar a crenças enraizadas que defendi toda a vida. As minhas mãos estavam algemadas, presas a comparações com pessoas que considerava uma referência no mundo da maternidade, às fotos cheias de sorrisos, arco-íris e purpurinas que via outras mães postarem. Os meus pés estavam amarrados e assentes em expectativas irreais que criei sobre o que é a maternidade, o que devemos esperar de um bebé, e o que devemos esperar de nós enquanto mães. Tudo isto tornou o meu nascimento enquanto mãe num parto difícil, uma tarefa árdua e penosa.

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