UM MURO DE ESPERANÇA

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Louvemos o celibatário deus hindu do crescimento, Ayyappan, filho de Shiva e de Mohini, o avatar feminino de Vishu, a quem os devotos visitam anualmente em peregrinação em Kerala, na Índia, no mosteiro de Sabarimala. É um mosteiro que acolhe todos entre o final de Dezembro e o princípio de Janeiro, e quando escrevo todos, refiro-me a pessoas de todas as castas e das subcastas – os intocáveis – a quem a República da Índia veio reconhecer direitos que até à sua implantação em 1950 não tinham. Nada de especial como direitos, apenas os direitos humanos que aos seres humanos devem ser reconhecidos. Não que a maior parte dos intocáveis agora deles usufruam na plenitude que seria desejável 72 anos depois da independência do Reino Unido, mas pelo menos a lei, se não os costumes, está do seu lado.

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