UM AMOR PARA A VIDA TODA

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Então qual é verdadeiramente o problema? A meu ver, é um só: a pressão social para a conformidade e a conformação com a ideia de que devemos trabalhar para que a relação seja duradoura, preferencialmente vitalícia. É que mesmo quando uma relação chega ao fim e vemos relatado esse término, um ou os dois elementos do casal são retratados como estando em sofrimento, desnorteados, semiperdidos na vida, sem um rumo ou um sentido claro que, vezes sem conta, só é restaurado com o início de outra relação. Algo de errado se passa com uma sociedade que vê os seus elementos como obrigatoriamente pertencentes a um par, caso contrário estarão, ainda que hipoteticamente, tristes e com pouca serventia (acho que convém lembrar que não somos meias ou sapatos!).

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