Setúbal tem homens para isso

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O caminho para a igualdade tem que acontecer em conjunto. Mulheres e Homens lado a lado. Se não queremos mais ser vistos como violentos e maus, como autoritários e intransigentes no trabalho, como preguiçosos e inaptos em casa, temos então de transformar a forma como incentivamos meninos e rapazes a responder com violência a situações de confronto, como reforçamos a necessidade de serem dominadores numa relação.
“Afinal, quem é que veste as calças lá em casa?”
“Mas tu permites que ela te fale nesse tom?”
“Tcheee, ela faz de ti o que quiser…”

Questionemos então o porquê de continuamente sermos forçados a olhar para todas as raparigas que passam e a fazer uma graçola ou enviar um piropo a roçar a brejeirice. Isso faz de nós mais homens? Ou afinal ser homem é “vencer o cansaço” e ter “bolas grandes” como diz uma campanha que saiu há dias?

O que faz de nós homens e mulheres é agir em prol dos direitos humanos e da igualdade. É respeitar as diferenças de uns e de outras, acolhê-las e integrá-las na nossa ação.

Deitemos fora as caixinhas onde colocamos a forma como uns e outras se devem comportar. “Faz-te um homenzinho” ou “porta-te como uma senhora” são expressões que sempre foram sexistas e que cada vez fazem menos sentido. Ser homem não é só uma coisa. Ser mulher também não. Somos pessoas. E pessoas que têm o direito de ser livres, de actuar em liberdade, sem prisões. Sem caixas.

Os homens não são todos iguais. Estes somos nós, somos de Setúbal, e voluntariamente damos a cara por uma mudança que queremos ver acontecer.

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