SER MULHER EM AMESTERDÃO

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Créditos Amber Leijen
Créditos Andra Stefan
Créditos Andra Stefan

Texto publicado originalmente em Inglês no blogue https://amsterdive.com

Em Portugal, onde cresci, existia um código de conduta para “mulheres decentes”: o que quer que faças, nunca. tomes. a. iniciativa. com um espécime do sexo oposto. Não importava que essa iniciativa nada mais fosse que tentar manter o contacto com alguém que tivéssemos achado agradável, interessante, ou apenas digno de ter nas nossas relações sociais. Nunca. tomes. a. iniciativa. nao era uma noção que fosse realmente possível de contrariar e, com isto, refiro-me àquele diálogo interno que se dá ainda antes de fazermos o que quer que seja. Seria inútil argumentar-se “pelo-amor-da-santa-vivemos-no-século-XXI”. A experiência de se ter anteriormente ousado tomar iniciativa (ou ter dado a impressão de que se estava a tomá-la), havia sido poderosa o suficiente para ensinar a qualquer rapariga que, nessas circunstâncias, o que quer que pudesse correr mal, iria correr mal.

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