Sensibilidade e bom senso

654

Se não tivesse havido falta de sensibilidade e de bom senso na peça primeiramente exibida, num noticiário apresentado por um jornalista que tem publicamente assumido posições contra a discriminação e a violência de género, como é que se explica que a mesma tenha sido depois reeditada, sendo-lhe retirado o final grosseiro sem qualquer espécie de sensibilidade ou de bom senso, em que num off, com voz lúbrica, enquanto se vêem em pormenor imagens de calendários (vários) com mulheres nuas  em poses provocantes (dependerá daquilo que cada um considerar provocante, mas digamos que sim, que são provocantes) se ouve: “… local quase preparado para receber a candidata do bloco”. Fez-me a minha sensibilidade notar que houve ênfase no “quase”… e sem qualquer espécie de bom senso, mas não encontrando outra explicação para o caso, ponderei se aquele “quase” se referiria ao facto da candidata em causa se apresentar vestida, nunca tendo posado para uma publicação do género, e haver por parte destes jornalistas a falta de gosto e de bom senso de esperarem que a futura deputada, por ser mulher e bonita, se despisse. Seria esse o “quase” que não permitia que a empresa estivesse preparada para a receber?

Ler artigo completo ...