“Sarao Drag”: O espaço que discute o universo LGBTIQ+

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Porque é que é necessário existir um momento e um espaço onde não só se celebre a diversidade como nos questionemos acerca de coisas que daríamos por garantidas? As respostas são diversas: não só é necessário questionar-se aquilo que temos e damos garantido como “norma”, como afinal de contas o que é que é a norma? Quem a constrói? Porque temos que seguir uma norma, dentro da pluralidade que é o universo LGBTIQ+? Por outro lado, a reflexão acerca do conceito de drag, que não só se alterou bastante desde a sua criação, como na grande maioria dos casos ainda é uma coisa maioritariamente feita por homens. É necessário dar espaço às mulheres – e demais identidades de género – um espaço onde possam apresentar aquilo que têm como a sua forma de fazer drag – e que não tem que passar por vestir um vestido, pôr uma peruca, fazer uma boa maquilhagem e um lipsync de uma qualquer canção da Mariah Carey ou Whitney Houston. Este espaço é necessário, na medida em que estxs ainda estão pouco recetivas em apresentar-se em público, pois os homens levam décadas de domínio e monopólio do universo e cena drag.

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