PMA, SIM. TAMBÉM PELA NOSSA SAÚDE

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Todavia, o cúmulo da ironia foi a razão dada desde há 10 anos para cá, idade que a nossa lei da PMA tem, para impedir que a mesma fosse alterada: “A PMA não deve ser um método alternativo de procriação, mas um tratamento para a infertilidade”. Ignorando-se em primeiro lugar que as mulheres lésbicas ou bissexuais numa relação com outra mulher por natureza da sua relação e/ou da sua orientação sexual são incapazes – tal como os casais de sexo diferente inférteis – de se reproduzir entre si e que, adicionalmente, podem per se ter – e algumas de facto têm – problemas de fertilidade. E quando é que muitas o descobrem? Quando iniciam tratamentos de PMA como a inseminação artificial. Nunca foi permitido a mulheres lésbicas portuguesas, que após tratamentos no estrangeiro descobriram ter problemas de fertilidade, continuarem os tratamentos cá… Porque seria na mesma um método alternativo de procriação. Mas, o recurso à PMA não é sempre um método alternativo de procriação – simplesmente com melhor taxa de sucesso ou única forma de ter sucesso – seja para quem for que recorra a ele?

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