(Pel)A liberdade que te devo

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De todas as tuas fotografias, esta é uma das minhas preferidas.

Quando te escuto nela, ouço liberdade, serenidade e alegria sem
fim, ouço vontade de abraçar o mundo e confiança em quem és e em tudo
o que serás ainda capaz de ser. E vejo-te enorme por dentro, bem
maior do que a idade que tens, o que me faz alimentar o sonho de que assim te
mantenhas, por muito que ainda tenhas de crescer.

De todos os teus ângulos, este é aquele que mais me tem
permitido aprender, aquele que me faz voltar ao princípio da história todos os
dias, na certeza de que em todos eles as palavras serão outras, iluminadas pela
doce transformação, que te acontece na alma, a cada instante de vida.

De todos os teus ângulos, este é aquele que mais me desconcerta
e que tantas vezes me faz temer o caminho, não pelo que ele nos traga, mas pelo
medo de não estar à altura do desafio de ser a mãe que tu mereces ter.

E é por isso que todos os dias, eu torno consciente esta
missão e destapo em mim a lucidez, que me ensina a aceitar-te como és e me
permite sobreviver à frustração, das vezes em que ages de forma diferente da
que imaginei.


É assim que cresço. É assim que tu podes crescer.

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