PEDAGOGIA DE MERDA

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O Zé, ao longo dos anos, nem sempre conseguiu estar presente nas actividades dos colégios dos nossos filhos. Às 15h… ou às 17h. Ou pelo meio-dia. Esqueçam. Somos jornalistas. Não dá. Não conseguimos. E nem sei quem é que, trabalhando num banco ou dando aulas, interrompe o seu serviço para ir ali duas horas fazer umas colagens ou uns biscoitos à escola dos filhos. Mas eu, mãe, substitui-o algumas vezes nesse papel. Desenhei com a Mariana o pai, recortei com o Miguel imagens do trabalho do pai. Cantei com um, ouvi outro a declamar um poema dedicado ao pai. E então? Não sabem que o pai vai estar em casa a recebê-los de braços abertos e a enchê-los de beijos? E se não houvesse pai, haveria eu. Ou um avô. Ou uma avó. Ou uma tia. Ou uma mãe de afecto. Ou pai adotivo. Ou um cuidador. Ou dois pais ou duas mães.

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