OBRIGADA ÀS AMIGAS QUE FICAM

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Obrigada às amigas que ficam quando os filhos chegam;

Às amigas que aceitam os nossos queixumes sobre os enjoos ou os pés que não param de inchar;

Às amigas que acompanham o crescimento da nossa barriga com o mesmo entusiasmo que nós;

Às amigas que respeitam o facto de querermos visitas na maternidade ou de pedirmos inicialmente algum espaço;

Às amigas que trocam uma tarde de compras no centro comercial por um passeio no parque ou por uns momentos com o nosso bebé ao colo para podermos tomar banho;

Às amigas que conseguem ignorar a nossa barriga ainda em recuperação ou o cabelo mal apanhado, reparando apenas no brilho que os nossos olhos ganharam;

Às amigas que escutam sem julgar os nossos devaneios momentâneos sobre quão fartas estamos de sermos mães;

Às amigas que não cobram as vezes em que desmarcamos à última da hora um encontro porque os miúdos adoeceram ou as inúmeras vezes em que um “ligo-te já” se torna num “até para a semana”;

Às amigas que não opinam sobre o facto de alimentarmos o nosso bebé com leite materno ou leite adaptado. Aos seus olhos só importa o que nos faz sentido;

Às amigas que não exigem que finjamos que a vida não mudou ou que somos as mesmas;

Às amigas que estão disponíveis para nos acompanhar neste processo de redescoberta pessoal;

Às amigas que, quando nos convidam para sair, nos dizem, entre risos, que o espaço tem fraldário e uma zona para as crianças brincarem;

Às amigas que trocam uma conversa agradável num café por uma tarde em que vamos falando em regime walkie-talkie (um pedaço de cada vez enquanto corremos atrás da criança);

Às (poucas) amigas que ficam, muito obrigada por serem a estabilidade num momento em que sentimos tudo tão instável ao nosso redor, até dentro de nós, e por nos provarem que quando a amizade existe as mudanças de vida não a quebram, alteram apenas a sua forma, dando lugar a algo maravilhosamente novo.

Texto de 3m’s – Menina, Mulher & Mãe