O LUTO

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A mesa estava posta para quatro, como sempre. Era um hábito difícil de quebrar. Tudo se mantinha intacto, nos mesmos locais, na mesma posição. Os miúdos já tinham saído para a escola e ela continuava sentada, na cadeira, a olhar para o vazio. As manhãs de brancura tinham terminado e o breu estava instalado. Era um peso nos ombros que a incomodava. Ainda não tinha chorado e não queria. Estava a acumular. Suspirou mas não se levantou. O espaço em frente estava vazio mas o prato estava lá, em cima da toalha, com o talher alinhado, como ele gostava.

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