NUNCA OLHOU PARA TRÁS

1980

Seguia, a pedalar, de top justo e leggings a contornar as nádegas e as coxas. Abdominais bronzeados e bem definidos. De rabo-de-cavalo, seguia na bicicleta, atenta à turba de rodas e aselhas, ao para-arranca. Atrás, um grupo. Todos homens, vestidos a rigor para a azáfama desportiva de quem tem uma depilação das pernas melhor que a minha e pouco embaraço em usar calções colados à pélvis. Equipados com o rigor do ciclismo lá iam, juntos, em matilha. Um, ansioso pela virtual camisa amarela, destacou-se. Cola-se a ela. Os outros elogiam-lhe a perícia.

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