Não quero ter sorte

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Mas eu não quero ter sorte. Aliás, eu não quero que fazer um percurso de transportes públicos até casa sem me sentir ameaçada ou insegura entre na minha definição de “sorte” quando deve entrar na definição de Direitos Humanos Fundamentais. Eu não quero ter sequer o vislumbre de que se tivesse acontecido alguma coisa, a culpa seria minha, porque respondi. Já ouvi o discurso do “deves achar que és muito boa” tantas outras vezes em que, por acaso, fiquei calada. A responsabilidade não pode  recair sobre mim, sobre nós. Tem de ser colocada em toda e qualquer pessoa que ache que pode intimidar outra apenas porque lhe apetece. Até lá, continuaremos dependentes das paragens para saída alheias.

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