Memória e Resistência LGBTI durante a ditadura portuguesa, uma obra de Raquel Afonso

402

Neste livro, Raquel Afonso quis dar voz às pessoas comuns e refletir acerca da homossexualidade e do lesbianismo durante o período do Estado Novo, pois estas “identidades” eram, então, observadas enquanto crime e doença, como um desvio da normatividade. Na investigação que levou a cabo, e de que agora dá nota, aborda a visão da homossexualidade durante o salazarismo, através dos parâmetros estatais, a partir de três eixos centrais e que fazem o fundo científico do Estado Novo: a diferença de tratamento devido à classe social; o eixo do não-dito, e a visão da sexualidade a partir da referência do masculino. Trata ainda a vida quotidiana de gays e lésbicas que viveram clandestinamente a sua sexualidade nesta época, observando a opressão social a que estavam sujeitos a partir das suas redes de sociabilização mais próximas, como a família ou os amigos. Compreendendo que a homossexualidade era reprimida, haveria também formas de resistir, de manter estas práticas, ainda que veladamente.

Ler artigo completo ...

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
Partilhar
Artigo anteriorAbstenção
Próximo artigoHá sempre qualquer coisa
Capazes é uma Associação Feminista que tem como objectivo promover a igualdade de género.