JULGADA POR FALAR. MORTA, SE CALAR.

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Imaginem que são mães de uma criança pequena, uma menina, de 3 ou 4 anos. Imaginem que já estão separadas há algum tempo do pai da criança e que têm conflitos intermitentes sobre o valor da pensão (100 euros mensais para duas crianças pequenas). Ainda assim, estes conflitos são tratados de modo autónomo à convivência com a criança, sendo respeitado o regime de guarda e residência (apenas visitas) fixado. Imaginem que, certo dia, recebem um telefonema da escola. São chamadas à escola e recebidas pela diretora e pela psicóloga. O que ouvem deixa-vos geladas: a vossa filha foi abusada sexualmente pelo pai numa das visitas. A psicóloga explica que os sintomas da menor (retrocesso cognitivo e comportamental, incontinência urinária, etc.) são coincidentes com o relato que a própria menor fez, espontaneamente, a uma das professoras. O que fariam, na próxima sexta-feira? Entregavam a criança ao pai? Caso se recusem a entregar a criança ao pai, correm forte risco de serem acusadas de alienação parental, correm até o risco de perderem a guarda da criança. Qual dos riscos preferem correr?

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