JULGADA POR FALAR. MORTA, SE CALAR.

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Imaginem que fazem queixa-crime assim que recebem as primeiras ameaças e detetam comportamentos de intimidação. Imaginem que a PSP até vos leva a sério e o que a avaliação de risco anuncia “elevado risco” (explicando, para quem não sabe, este elevado risco é de letalidade, ou seja, de homicídio da vítima). Imaginem, porém, que o Ministério Público desconsidera o risco, desqualifica o caso como de violência doméstica e passa a tratar o caso como crime semipúblico. Caso pretendam que o processo continue, terão de contratar e pagar um advogado, e terão de pagar custas judiciais. Não têm direito ao estatuto de vítima nem a medidas de proteção (vossa ou da vossa filha). Caso pretendam que o processo continue, será à vossa custa, sendo pouco expectável que seja feita investigação profunda, a partir do momento em que a qualificação como de violência doméstica é afastada. Enquanto isso, terão de continuar a entregar a vossa filha ao pai, todas as semanas (ou fins-de-semana). Perante isto, imaginem que desistem da queixa e optam pela tentativa de apaziguação do pai, ignorando os insultos e ameaças. Afinal, os mais avisados especialistas aconselham, nestes casos de conflito, que os pais façam um esforço de compromisso e moderação.

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