Infanta D. Beatriz – Uma mulher Capaz nos Descobrimentos Portugueses

1292

Apesar das negociações que precederam o seu casamento e deste a ter colocado no patamar cimeiro da nobreza portuguesa, o protagonismo político da infanta D. Beatriz só começou em 1470, quando o infante D. Fernando morreu, com apenas 37 anos. Antes de morrer o infante D. Fernando tinha negociado os casamentos das suas filhas D. Leonor com o herdeiro do trono, o príncipe D. João, e D. Isabel com o herdeiro do ducado de Bragança, a maior casa nobre do reino a seguir à sua. D. Beatriz que já era cunhada de D. Afonso V seria ainda sogra do futuro rei de Portugal, sogra do duque de Bragança e ainda cunhada do rei castelhano, que era casado com a sua irmã, D. Isabel. Os seus laços familiares colocavam D. Beatriz no primeiro plano da política ibérica. Para além das já mencionadas D. Leonor e D. Isabel, os infantes tinham mais filhos, todos menores de idade: D. João, o novo duque, que morreria em 1472, D. Diogo, o 4º duque de Viseu, D. Dinis, D. Simão e D. Catarina (que morreriam todos na infância) e D. Manuel, o mais novo, que viria a ser o herdeiro do ducado e da coroa de Portugal.Beatriz seria a tutora dos filhos. A sua tutoria foi confirmada por carta régia datada de 10 de Outubro de 1470, dizendo que ele (D. Afonso V) “vemdo nom aver hii pessoa que com tamta rrazom amor e afeiçam deua nem possa teer carreguo delles e dos feitos e cousas a elles tocamtes”. A carta do monarca parece confirmar uma vontade expressa pelo infante D. Fernando, já que D. Afonso referiu tê-lo feito “Pollo singullar amor que ao dito meu irmãao tijnhamos e sua muy estremada obediemçia sogeiçam e acatamento que a nos como a seu Rey e señor irmãao mayor sempre teue”.

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