Há sempre qualquer coisa

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Primeiro era o bigode. Se me dava personalidade, também me atormentava, ora porque era preto, ora porque era louro e brilhava ao sol. Se o tirasse com cera iam reparar e gozar comigo na escola. Se o rapasse iam ganhar, saber que cedi, que lhes dava razão, que uma mulher de bigode era coisa feia e deselegante, que ser peluda me diminuía de alguma forma, como se ser peluda fosse uma falha de carácter.

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