FILHOS DO PAI

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Se eu conhecesse o Cristiano Ronaldo escrevia-lhe uma carta, um cartão, uma mensagem, a dar os parabéns por ter sido pai – se é que isso é verdade, mas ainda assim escrevia. Tratá-lo-ia por você, não por tu, como trato as pessoas com quem não tenho proximidade, e não é por snobeira, é só por uma questão de gramática já que quando aprendi os verbos, percebi que havia “pessoas” diferentes para maior ou menor intimidade e, se elas existem, é porque fazem falta e há que usá-las. Há pouca redundância na gramática portuguesa. E se falo de gramática a propósito dos filhos gémeos do Cristiano Ronaldo é porque, juro, já ouvi comentadores e jornalistas e público em geral dirigir-se aos jogadores de futebol tratando-os por tu, sobretudo quando é para os destratar, quando é para lhes pedir contas de derrotas ou jogadas infelizes ou falhanços à boca da baliza. Mas eu tratá-lo-ia por você, como faria com outras pessoas que não conheço mas a quem admiro.

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