FEMINISTAS: ONDE ESTAVAM COM A CABEÇA?

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É engraçado quando encontro uma mulher que recusa assumir-se como feminista, mas diz ser a favor da igualdade de género. Só não gosta dessas coisas de queimar sutiãs [não aconteceu] ou do ódio aos homens [lol]. “Temos que querer ser iguais, não superiores”. É engraçado, porque esta mulher pouco ou nada sabe do movimento feminista. Pouco saberá, decerto, o tanto que lhe deve. É engraçado, porque esta mulher não compreende por que lhe custa assumir-se como feminista. Não compreende de onde lhe vem o medo e a repulsa à palavra. Afinal, quantas pessoas chacinou o movimento feminista? Quantas ditaduras facínoras impôs? Quantos desastres naturais lhe são atribuídos? Quantas almas amarguradas, quantos dias de tortura em prisões esquecidas lhe devemos? É engraçado, porque esta mulher não sabe que a maioria das mulheres sempre teve medo, como ela. Que somos irmãs no medo. Que ao longos dos tempos tantas, como ela, disseram o mesmo com outras palavras. “Não, eu não sou bruxa, só tenho e quero ter conhecimento.” “Não, não sou sufragista, apenas acho que algumas mulheres, pelo menos, talvez, devessem poder votar.” “Não, não sou sufragista, apenas quero que as mulheres possam ser donas da sua sexualidade, ter direitos iguais, salário igual”. “Não, não sou feminista, apenas defendo igualdade salarial e direitos iguais.” “Não, não sou feminista, apenas quero ser reconhecida. Como mulher”.

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