ENTREVISTA – Rita Redshoes por Vanessa Cardoso

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– PJ Harvey, Joni Mitchell, Patti Smith, Dolly Partons, Nina Simone, Xana foram algumas das autoras que interpretaste. São referências? O que representam para ti estas mulheres?

Sim. A P.J. Harvey, sem ela saber, é a culpada de eu ser música. Uma vez encontrei numa loja um documentário sobre ela e apaixonei-me. Além de ser filmado de uma forma muito peculiar, era um documentário muito íntimo, onde a filmavam em digressão, no camarim, a aquecer a voz antes de um concerto, o pós-concerto, ela no quarto de hotel… e eu pensei… “eu quero isto, eu quero ter esta vida!” (risos). Mostrava também o outro lado, o lado da solidão, das frustrações, das dúvidas. Enfim, era um livro aberto sobre ela. E aquilo aguçou muito a minha curiosidade, ficou marcadíssimo em mim. Tinha 16 anos quando o vi e um ano depois saí da escola normal e fui estudar música. Foi essa cassete e todos os discos dela, e depois de outras mulheres que também são referências para mim, que me levaram a estudar música e a estudá-las, li as biografias, percebia as carreiras, analisava a forma como cantavam… Serviu de aprendizagem e de inspiração.

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