ENTREVISTA – Rita Redshoes por Vanessa Cardoso

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– Além da maturidade, o que mudou entre o primeiro e o segundo disco?

Quando me imagino a fazer música, tenho sempre a necessidade de não me repetir, tal como tenho de me encontrar. Eu só me consigo definir a não fazer a mesma coisa. Isso obriga-me a experimentar, o que é um risco, na verdade. Debato-me sempre com isto! Como tive muito sucesso com o primeiro disco, o mais inteligente seria fazer o mesmo e repetir a fórmula, mas eu não me revejo assim e quis arriscar. Com este terceiro disco arrisquei ainda mais! Acho que isso é o mais importante, assim durmo descansada. Eu sei que apesar da roupagem das músicas, a sonoridade poder ser diferente, a essência, a base está lá e eu sei que sou eu. É o meu bilhete de identidade. Para quem vai acompanhando o meu trabalho, também tem a oportunidade de me descobrir e quem fica é porque se identifica com o meu trabalho. Público volátil há-de existir sempre. Podemos ir buscar mais pessoas com um sucesso ou outro.

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