ELA: O GRANDE BALDE DE ÁGUA FRIA por Manuela Goucha Soares

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A coragem dos cuidadores é imensa; silenciosa, como a dos heróis anónimos, sobretudo quando os cuidadores são familiares [seja família de sangue ou do coração] do doente.

“Ninguém nos pergunta nos hospitais como estamos, o foco está sempre no doente. Hoje em dia, sinto que o cuidador também tem de ser cuidado. Os hospitais deveriam ter mais acompanhamento psicológico aos cuidadores. A doença é demasiado dura para todos; afeta o doente mas atinge toda a família pelas alterações que ocorrem no decorrer da mesma. Como cuidadores, temos sempre que ter paciência. Tentar pensar que a pessoa sofre mais do que todos nós. Tentar sempre compreender e tratar o melhor possível, embora às vezes estejamos tão exaustos… e tentar encarar tudo, inclusive as limitações crescentes, com humor. A Mãe também fazia isso. De manhã, tinha SEMPRE um sorriso para nos oferecer.”

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