ELA: O GRANDE BALDE DE ÁGUA FRIA por Manuela Goucha Soares

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Em junho a Isabel já não conseguia engolir os comprimidos sem se engasgar (os músculos da deglutição estavam a paralisar).

“A Mãe já não consegue andar sozinha. Tomar banho. Ter controlo nas mãos. Acima de tudo, já não consegue comunicar e, por causa dos problemas na voz, cada vez mais tenho dificuldades em compreender o que a minha Mãe precisa/quer/diz. É assim esta doença que a está a atacar impiedosamente e sem qualquer remorso. Esta doença que todos os dias tira uma capacidade à Mãe. A Catarina ainda não acredita que isto está a acontecer… Minha querida irmã, como eu gostava de a conseguir proteger (e já agora, a mim também!) de tudo isto. A Mãe tem apenas 50 anos, é uma pessoa saudável e inteligente, generosa e altruísta. Porque é que por alguma razão isto teve que lhe acontecer a ela? A nós?”

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