E AGORA TODAS

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Para C, heterossexual e com 39 anos, depois de ter passado por um cancro, esta lei muda completamente a sua perspetiva. Só em conversa comigo se apercebe das implicações da lei. Apesar de sempre ter querido filhos e depois de um relacionamento duradouro “que terminou como tantos terminam  – o amor acabou”, C vê-se impedida de engravidar por ter entrado em menopausa precoce depois da quimioterapia. “Tenho esperança que a situação volte atrás. Mas sem parceiro vou ter de arranjar dador e ir a Espanha” e é então que lhe digo que não, com a nova lei pode fazê-lo cá. Há alegria. “Isso assim terá outra dimensão completamente diferente para mim! Por tantas (im)probabilidades que já tenho – ter 39, ter tido cancro, ser solteira… fazendo no meu país, pelo menos, não será tão dispendioso, e será produção nacional”.

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