E AGORA TODAS

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Portugal é a sociedade de que estamos a falar e a importância disso não é esquecida. Diz-nos M, de 39, lésbica e solteira, “é de importância elevada poder contribuir legalmente para o aumento da natalidade do meu país, sem para isso ter que recorrer ao país vizinho” e isso é referido por várias das mulheres com quem falei. “Significa também poder pensar no futuro de forma mais estável e sem ter de sair do meu país se quiser constituir/alargar a minha família”, diz-nos A. E N, com 34 anos, heterossexual e solteira, também o refere “quero ter essa opção sem ter de o fazer no estrangeiro”. Para R, lésbica de 30 anos e “quase a casar”, a questão de Portugal também é muito importante, não fosse a maternidade um desejo a perseguir por ambas as mulheres do casal. Ela explica-nos: “O ano passado começámos a nossa pesquisa sobre as possibilidades de ter filhos que não passassem pelo nosso país. Investigámos clínicas em Espanha, na Holanda, Bélgica e Londres. Acabámos por visitar uma clínica em Londres onde fomos tratadas como um casal e onde era perfeitamente claro que queríamos começar uma família juntas. Pensámos para nós “quando será que isto vai acontecer em Portugal?”. Aconteceu. Até mais cedo do que estávamos à espera. O alargamento da PMA permite-nos pensar em passar por todo um processo que poderá ser trabalhoso, emocionalmente e financeiramente delicado, de uma forma mais próxima, mais possível e sobretudo, permite-nos ter uma família criada neste país, onde decidimos que queremos viver.

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