BRITES DE ALMEIDA: UMA LENDA DO FEMINISMO MEDIEVAL

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A História possui uma narrativa diacrónica, na qual podemos encaixar diferentes nomes que lutaram por uma causa feminista. Contudo, se recuarmos à Idade Média, período que estudo e pelo qual nutro um grande apreço, ocorrem-me dois grandes nomes: Joana D’Arc e Brites de Almeida. Poderia dar-vos um sem fim de nomes de grandes mulheres, sem as quais a História Medieval teria sido muito diferente. Sobre o papel da Mulher na Idade Média, poderei falar-vos mais tarde, foquemo-nos agora na mítica Padeira de Aljubarrota.
Reza a lenda, que Brites de Almeida – ou Beatriz de Almeida – nasceu em Faro, perto dos finais da primeira metade do século XIV (c.1345-1350), num seio familiar humilde. Considerada desde cedo como “feia”, pela sua fisionomia larga e pelos seis dedos que se dizia ter em cada mão, esta era uma mulher vista por muitos como destemida, valente e em determinado ponto, desordeira. Órfã desde cedo, viu-se forçada a vender os bens que tinha e a viver uma vida nómada, que a fez passar pelo Norte de África, Lisboa, até à sua chegada a Aljubarrota.

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