BRINCAR TAMBÉM É PARA GENTE GRANDE

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Por vezes olho para trás e sinto uma leve brisa de nostalgia acompanhada de saudade. Saudade de ser criança e de brincar o tempo inteiro. Saudade de viver no mundo da fantasia onde tudo, na minha mente infantil, era passível de ser concretizado. Saudade da adrenalina que sentia ao correr rumo aos arrozais para me esconder da minha melhor amiga. Era o nosso divertimento. Escondia-me dela e durante horas a fio ficava ali, à espera de ser descoberta. Não me esqueço do meu fôlego. Era ofegante! Baixava-me sobre os meus calcanhares, de forma a que ela não me alcançasse, e concentrava-me no barulho da minha respiração que era tão alto que sentia que todos poderiam facilmente descobrir onde estava. Quanto mais se aproximava de mim, mais “nervosa” eu ficava, até que finalmente me apanhava e eu soltava um grito estridente seguido de uma gargalhada prolongada coberta de felicidade pura e inocente despreocupação.

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