AUTOCARROS SÓ PARA MULHERES? NÃO, OBRIGADA

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A candidata às eleições autárquicas Joana Amaral Dias lembrou-se, num recente debate referido aqui (https://www.publico.pt/2017/09/22/local/noticia/um-espaco-so-para-mulheres-nos-transportes-publicos-ha-quem-o-proponha-1786372/amp) de propor divisórias nos transportes públicos: mulheres para um lado, homens para outro. Esta proposta da Joana foi propositadamente propagandeada como sendo uma proposta de todas as feministas. Ora, não é. Arriscaria mesmo dizer que a esmagadora maioria das feministas portuguesas são contra. No meu caso, sou frontalmente contra. A hipótese de se criarem “safe spaces” para as mulheres encerra em si a ideia absurda e ofensiva de que são elas que têm de alterar as suas rotinas e procedimentos para se defenderem dos agressores. Nada mais errado, injusto e perigoso que esta mensagem de segregação que consagra o princípio de que o espaço público é um lugar perigoso para as mulheres, raparigas e meninas.  Era o que faltava que as mulheres tivessem que se esconder em bunkers para se defenderem de comportamentos que em Portugal já são punidos por lei. O que é urgente e fundamental é que os agressores sintam que os seus comportamentos não são tolerados, e que a lei que os pune passe a ser conhecida por todos, sendo realmente posta em prática (http://www.dn.pt/portugal/interior/amp/piropos-ja-sao-crime-e-dao-pena-de-prisao-ate-tres-anos-4954471.html).

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