AS MINHAS CALÇAS VERDES

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Para parte de cima escolhi uma t-shirt preta, como era meu apanágio, e entrei pelos portões a dentro seguro de mim e orgulhoso das minhas calças novas. Passados poucos metros comecei a ouvir “Que paneleiro!”, “Olha, aquele hoje traz calças de mulher!”, “Devias ter vergonha de sair de casa assim!” ou – e deste sei que nunca me esquecerei – “Se fosse da tua família matava-me por ter vergonha de ti!”. Não respondi a ninguém, embora este último me tenha deixado um sabor amargo na boca. Tudo o resto já havia ouvido.

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