AS MINHAS CALÇAS VERDES

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Quando saí, senti-me em Cannes. Toda a gente estava a olhar para mim. Uns riam-se, outros perguntavam como estava e os mais retardados continuavam com o chorrilho de ofensas.

Acho que toda a gente esperava uma palavra. Um “estou bem”, no mínimo. Ou, quiçá, que ripostasse as ofensas. Mas, mais uma vez, ninguém ouviu uma palavra da minha boca. Fui acompanhado pela direção até à saída e corri para casa. Não por medo. Mas porque sabia perfeitamente o que queria fazer depois do que me tinha acontecido.

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