AS MINHAS CALÇAS VERDES

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Por volta dos meus quinze anos sentia-me, para além de cheio de mim próprio, abençoado pela genética por ter uma pele imaculada. Ao contrário dos meus colegas, não tinha uma única borbulha ou qualquer pelo da barba a querer dar o ar da sua graça. Tinha uma franja farta que me cobria um dos olhos e, na altura, por já trabalhar em moda fazia uns três anos, usava o cabelo branco. É mais fácil “vender-te” se tiveres esse ar andrógino” – ouvi de quem geria os caminhos que havia de seguir.

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