ARTE DE ENGOLIR PESSOAS por Lúcia Tomás

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Não sou piegas. Estou preparada. No dia X entro no cliente da minha entidade empregadora e com o qual esta última está a tentar fazer crescer uma relação. Estou sozinha. Ninguém previu a minha chegada. Ninguém sabe a que propósito ali estou. Explico-lhes de onde venho e a minha condição de mediador linguístico para uma das suas equipas técnicas, mas ninguém reconhece esta necessidade. Os meus olhos perscrutam, inquietos, o espaço em volta que lhe devolve a indiferença, através dos que, alheios e absortos, batucam freneticamente os dedos no teclado sem olhar ao redor.

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