ARTE DE ENGOLIR PESSOAS por Lúcia Tomás

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Numa primeira abordagem, apresentam-me a empresa de uma forma tão inusitada para mim que tudo aquilo me soa a rima, aliteração, assonância, onomatopeia, anáfora, pleonasmo, hipérbole e, por fim, um enorme paradoxo. Perguntam-me quantas línguas falo e se me sinto capaz de gerir algumas questões linguísticas no seio de uma equipa de IT cujo cliente final não fala português. Dez minutos depois (não mais), convidam-me a sair da sala minúscula, agradecendo graciosamente a minha presença. Tenho uma sensação de estremecimento, sinto-me perdida e, no labirinto de corredores, não encontro a saída. Estava capturada, soube-o então.

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