ARTE DE ENGOLIR PESSOAS por Lúcia Tomás

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Passo dois meses fechada dentro de uma sala na sede do meu empregador. Estou sozinha. Atónita. Deslocada. Cumpro zelosamente um horário, mas não sei o que faço ali. Ninguém sabe. O meu empregador deixou de ter rosto. Ele abandonou-me desde o dia em que entrei na sua empresa. O objetivo que ele me propôs era, afinal, apenas um compasso de espera até ao dia em que eu não aguentasse mais.

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