ALMA RASGADA

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Pediu-me para falar. Eu, que naquele dia não queria ouvir ninguém, fiz um esforço, porque senti que ela precisava.

– Não vale a pena, menina. Fala-se de violência doméstica, discute-se, criam-se leis. Não vale a pena. Enquanto não se cuidar da alma que foi arrancada, não vale a pena. Eu sei do que falo. Foram trinta anos a levar porrada. Trinta anos! Não sei como não morri. Também não sei como não o matei!

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