8 DE MARÇO. DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES por Sara Falcão Casaca

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É neste cenário de agravamento do desemprego, de precariedade laboral, de emigração, de degradação das condições materiais e de vida, que assistimos (compreensivelmente) a um maior declínio da natalidade. Simultaneamente, parecem regressar as ideologias mais conservadoras em torno dos papéis de género. Aí estão no debate público as teses retrógradas e apologistas da vocação natural feminina, clamando pelo “regresso das mulheres ao lar”.  A versão mais recente exalta a opção pelo trabalho a tempo parcial como particularmente adequada ao papel social das mulheres, para bem dos nascimentos e da coesão familiar – escamoteando, claro, as armadilhas que esta modalidade acarreta para as relações de género e para as mulheres em particular.

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