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Mulheres, não é normal sermos interrogadas sobre a nossa vida privada, sobre as nossas rotinas pessoais, sobre a nossa orientação sexual, sobre os nossos parceiros (ou a inexistência deles). Não é normal (como já me aconteceu) fazerem perguntas como: “É capaz de trabalhar sem recorrer ao álcool?” , “Consegue trabalhar à noite sem consumir drogas?” , “Se a equipa for toda constituída por homens, acha que se consegue não envolver sexualmente com os colegas?” . Mas há situações piores, principalmente em entrevistas dirigidas apenas por homens. E conheço alguns casos abafados por vergonha.

Nascida em Cascais, Portugal, Brígida estudou dança na Escola de Dança Ana Mangericão antes de se mudar para Londres, onde se formou na Rambert School of Ballet and Contemporary Dance, em 2003. Logo após se ter formado e obtido o Higher Certificate in Dance, Brígida participou na Genée International Ballet Competition, em Birmingham, onde se sagrou semi-finalista. Ao longo da sua carreira de 12 anos, Brígida trabalhou com coreógrafos internacionais e criadores tais como Youri Vámos, Mario Schröder, Javier de Frutos, Christopher Hampson, Paul Chalmer, Chang-Ho Shin e Pavel Šmok

Quem a conhece sabe que baixar os braços não é com ela. E por isso está todos os dias, de pedra e cal, a construir o sonho de proteger e conferir cuidados básicos a dezenas de crianças de um bairro na Trafaria. Alexandra Gonzalez Leal – mais conhecida por Xana Banana – não descansa enquanto todas as “suas” crianças não tiverem uma cama para dormir e a possibilidade de brincar. Para isso fundou, em abril de 2016, a Associação Cova do Mar e coordena o projeto Fábrica dos Sonhos.

Ver a So, a menina que inspirou o projeto, a ir para a escola pública de uniforme, em janeiro de 2016, ou ver cada vez mais crianças fardadas a fazerem o mesmo percurso, sem distinção de classe social, foram sem dúvida momentos inesquecíveis. Ver e saber que têm comida todos os dias para terem força para estudar e brincar é outra enorme alegria.

Durante a entrevista discute-se a existência do diagnóstico, mas infelizmente não se especifica em que moldes esse mesmo diagnóstico é feito. A informação que não é referida é, talvez, a mais importante: que na sua maioria, os diagnósticos são feitos com base em meras observações e estereótipos de género tão bem acentuados numa sociedade como a nossa.

O problema é se um gay é homofóbico. O problema é se um gay odeia os gays e com a sua autoridade constrói uma perseguição aos homossexuais. Este é o problema! E isto, muitas vezes, no mundo gay está ligado à homofobia internalizada. É todo um processo psicológico e social. Mas atenção, há também heterossexuais que odeiam gays, não é um exclusivo dos homossexuais.

Jesus era feminista, esta é a verdade. Porque Jesus, na sociedade machista e patriarcal em que viveu, fazia exactamente as mesmas coisas que as feministas fazem hoje. Ele respeitava as mulheres, falava com elas, escutava-as. Eu sou feminista. Apoio direitos de igualdade, direitos humanos. Não são direitos civis, são direitos humanos.

O desconhecido suscita medo. E este livro, para mim, é o testemunho de que a Igreja hoje, em lugar de entender a realidade, de estudar as ciências humanas, de conhecer a experiência interpessoal, não faz mais do que manter e reforçar a ignorância das pessoas. Porquê? KC: Para manter o poder patriarcal e machista da Igreja. Porque a Igreja tem um outro poder, que é o poder de Cristo: o poder do amor, da misericórdia, o poder de acompanhar a sociedade, de não condenar.

Há muitos estereótipos e machismos que são difíceis de combater ou de mudar. Por acaso nunca me aconteceu nada relacionado com o facto de ser mulher humorista. Mas tenho a perfeita noção de que nos olham de outra maneira, não nos acham tanta graça à partida, enfim, há muito trabalho pela frente. Eu gosto de uma frase que resume o que sinto: para se ser comediante mulher é preciso ter um grande par de ovários.

“O Brasil é um lugar muito cruel para se ser mulher, para se ser qualquer tipo de mulher” Toda ela tem luz. Clarice, como...
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