Obama - resultado da pesquisa

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Depois de uma ausência de algumas semanas para acabar de escrever um livro sobre o qual vos falarei mais em detalhe em princípios de...

Janet Yellen teve que ultrapassar barreiras de género durante toda a sua carreira. Sendo a única mulher da sua turma de doutoramento e uma de duas “Assistant Professsors” no prestigiado departamento de Economia da Universidade de Harvard, no início do seu percurso profissional, Janet dedicou a sua carreira académica ao estudo da economia monetária. Numa altura em que se formava um consenso entre economistas de que a política monetária não tinha efeitos reais na economia, Yellen apresentou uma visão alternativa.

Num ano que começa com Trump, Hollywood responde com Óscar de melhor filme para “Moonlight”. Num ano que começa com recuos para a comunidade LGBT, em especial para jovens trans, “When We Rise” aparece-nos para falar da luta. E é exatamente da luta que interessa agora falar. Para continuar a fazê-la. De modo imediato e constante.

Não podemos aceitar a lei da mordaça. Não nos podemos calar, nem deixar que silenciem as organizações de mulheres e de planeamento familiar. Não se trata de não prestar um serviço, trata-se de regressar ao passado e negar o acesso a informação que salva vidas.

Já vimos o Primeiro-Ministro canadiano chorar, já vimos Obama mais “informal”, mas as nossas líderes mundiais mantêm-se sérias e formais, talvez para não perderem a credibilidade num mundo de homens. Os tetos de vidro são uma realidade que temos de enfrentar. É difícil chegar ao topo.

É fácil amar quem ouve a mesma canção, fala a mesma língua e concorda com tudo o que dizemos. Difícil é amar o que nos parece racista, machista, quem discorda, quem nos afronta e confronta, obrigando-nos – por entre areias movediças – a ir além dos limites seguros da nossa razão para repensar argumentos de modo a explicar e acalmar. Difícil é combater o medo e a ignorância com amor e compreensão. É aqui que reside o radicalismo do amor.

Ser lésbica é algum crime? É uma desgraça? Lesou alguém? Vai terminar o mundo? Custa a crer que, em pleno século XXI, ainda existam mentalidades tão fechadas e retrógradas que pensem assim. Infelizmente existem, e Trump é uma delas. A notícia foi dada como se se tratasse de algo invulgar, uma delinquência ou um desvio. Um disparate!

Nunca tive tanto entusiasmo com uma candidata à Presidência dos EUA - e vivi lá e sinto o país muito como casa. Hillary é brilhante e conseguiu dobrar o sistema até chegar aqui, à maioria dos votos populares numa eleição. E conseguiu o entusiasmo de muita gente, mesmo assim. Conseguiu e conseguimos chegar aqui, porque sinto que pela primeira vez havia uma pessoa que me permitia identificação. Perdemos a Presidência dos EUA e temos muito a fazer para garantir que não volta a acontecer - que o discurso de ódio não volta a vencer.

Não era bom com as palavras, dizia. E no entanto soube encontrar este poema. No entanto, soube que o que queria dizer-me cabia num ficheiro pequenino, um minúsculo blip eléctrico, algo ainda mais insignificante do que nós no esquema do universo.

Não é mau que o feminismo esteja na moda: é ótimo. A globalização e massificação dos discursos feministas apresentam enormes vantagens: intensificam o processo de sensibilização para alguns dos temas da desigualdade de género, promovendo um debate alargado e a própria reconstrução dos objetivos do feminismo (em geral, com maior inclusão). Mas, claro, como tudo o que cai nas bocas do mundo – atualmente, nas redes sociais – existem fenómenos perversos nesta massificação que devem gerar alguma preocupação, ou, pelo menos, uma reflexão mais cuidada.
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