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Não posso esconder que me senti fortemente incomodada ao ver uma mulher, num espaço de exposição mediática como é o jornal da SIC, diminuir desta forma a luta de outras mulheres que vivem num país onde ser mulher e/ou membro da comunidade LGBTI é extremamente perigoso. A isto chama-se, no mínimo, falta de empatia. Dizer com ar de gozo que é estranho que deputadas portuguesas se solidarizarem com um movimento cívico, apartidário de mulheres (e não só), porque não vivem no Brasil, porque não têm a ver com a situação, revela que Manuela Moura Guedes apoia aquela ideia horrenda e desumana de que “se não é aqui, se não está à frente dos nossos olhos, não importa!”.

Enquanto existir a persistente ideia de que a mulher é o centro do pecado e a culpada pelo facto de os homens não conseguirem reprimir os seus impulsos, não vamos conseguir obter mudanças na sociedade. A violência contra as mulheres e o desrespeito pelos seus direitos continuará a ser bandeira até se alcançar um novo paradigma.

Em dia de suplemento “Mulher” – recheado com receitas e duas páginas de moda – a edição de 24 de Abril do “Diário de Lisboa” trazia sofisticados anúncios, destacando-se dois de quase meia página: o primeiro, em que a Siemens informava que “três milhões lavam com Siemens” e perguntava: “Será a Senhora a próxima?” e o segundo, em que a Fagor anunciava que “Dona de casa prevenida vale por muitas...” já que “Nas mãos da dona de casa está o bem-estar da família.

Apesar da obrigação compulsória de as mulheres se cobrirem não ser sequer mencionada no Corão (o que não o torna menos sexista), o “hijab” - cuja tradução literal significa “cortina” – foi conceptualizado como símbolo da crença de que as mulheres são uma distração sexual para os homens, e que estes não podem ser tentados pela visão do cabelo feminino, considerado uma parte íntima pelo Islão. Esta ideia não só apresenta os homens como maníacos sexuais, como retrata as mulheres como objetos sexuais, potenciais vítimas de ataques sexuais, que têm de se cobrir para se protegerem.

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