Hillary - resultado da pesquisa

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Quanto maior é a fasquia que colocamos na nossa legítima aspiração política mais sobe de tom o sexismo. Sempre citando HC: se somos duras, somos pouco amáveis; se somos demasiado suaves, não fomos talhadas para o lugar; se trabalhamos intensamente, estamos a negligenciar a família, mas se pusermos a família em primeiro lugar, não estamos a ser sérias quanto ao nosso trabalho; se tivermos uma carreira política e não formos mães, nesse caso há qualquer coisa de errado connosco. Se quisermos competir para um lugar importante, somos umas ambiciosas, é o que é.

A Hillary não é menos capaz por ser mulher, antes pelo contrário! Ela representa, para mim, a resolução poética depois do que foi a dupla vitória e administração do primeiro presidente não branco dos Estados Unidos. Com ela continuaria o progresso. Em vez disso, o país deu vitória ao bullying, ao sexismo, à homofobia, transfobia, à misoginia, ao ódio de imigrantes, do Islão, a um retrocesso social gravíssimo. A legitimação do comportamento de Donald Trump traz nuvens de revolta de todos aqueles que não o querem reconhecer como presidente dos Estados Unidos, como eu, nuvens de insegurança pelo medo do desconhecido que a sua eleição acata.

Se a prefiro é apenas por defeito, porque ela é a candidata menos má entre duas opções extremamente desapontantes. Não posso deixar de desejar que existisse outra pessoa do lado dos/as democratas e, embora preferisse que fosse uma outra mulher, não é pela vagina que se deve votar – é pelo cérebro.

Alguém que responde “That makes me smart” à acusação de não pagar os seus impostos, não pode ser presidente. Alguém que defende a ideia de que a polícia deve aplicar uma política ilegal, baseada na discriminação racial, não pode ser presidente. Alguém que recusa tratados internacionais, não pode ser presidente. Alguém que quer gerir o país como se fosse uma empresa, não pode ser presidente. Alguém que convida a Rússia a realizar um ataque cibernético ao seu país, não pode ser presidente.

Hillary Clinton assume-se como candidata a Presidente dos Estados Unidos da América. Fico entusiasmada com esta notícia! Porque é uma mulher? Sim! Sempre assumi a minha...

E é engraçado, porque a mim, que sou mulher e, naturalmente, menos sábia, parece-me que estão a dizer – admito, nas minhas infindáveis limitações, estar errada – que as mulheres deveriam ter ficado caladas. Que as pessoas LGBTI deveriam ter ficado caladas. Parece-me estarem a dizer que a sociedade era muito mais simples e menos conflituosa quando só havia dois géneros (e sexos) – homens, com letra grande, e mulheres, com letra pequena – e cada um sabia o seu lugar. Quando não tínhamos de nos preocupar com a sensibilidade d@ outr@ e respeitar a diversidade, orientações sexuais, identidades de género, preferências de tratamento ou de formas de cumprimentar. Era mais fácil quando podíamos só “grab’em by the pussy” com a certeza do silêncio. E é também engraçado, porque me parece que estes homens sábios estão a dizer o mesmo que quem acha que estamos a viver um momento único na história.

A melhor maneira de lutar pela justiça, pensou, era entrar na política. Muitas pessoas nos Estados Unidos estranhavam a ideia de haver mulheres na política; por isso criticaram-na por razões patetas, como o penteado, ou a voz, ou a roupa que usava. Tentaram afastá-la da política pelo medo. Mas Hillary tinha aprendido muito cedo a lidar com rufias e fez-lhes frente.

Hollywood é todos os dias em todos os lugares. Violência física, verbal, sexual, fazem parte do quotidiano das mulheres e vocês sabem-no, todos sabemos; se a sociedade escolhe o modelo holístico de assobiar para o lado para endereçar a vulnerabilidade latente à condição da mulher, desvalorizando as denúncias, culpabilizando as vítimas, cultuando o silêncio, não me venham falar em abalos épicos. Repulsa, frustração, impotência, revolta, OK, mas choque?

A igualdade de género no mercado de trabalho é uma luta que continua atual. O NewsMuseum recorda algumas das muitas mulheres que se destacaram...

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