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Chama-se Jéssica mas podia chamar-se Rita. Ou Paula ou Cristina. Isabel ou Fátima. Chama-se Jéssica e é um acaso. Os milhares de seguidores só...
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As mulheres estão sobrecarregadas e exaustas, mas a sociedade continua a dizer-lhes que são leoas guerreiras que conseguem ter e fazer tudo. A sociedade continua a dizer-lhes que é possível trabalhar dentro e fora de casa com sucesso se conseguirem gerir o tempo adequadamente. A casa, os filhos, a relação, o trabalho, o ginásio, o cabeleireiro: os dias esticam… mas só nos filmes é que acaba sempre tudo bem.
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Salvé os 85 honrados deputados que passaram um ano a pensar sobre as malfeitorias que o direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género causam à sociedade portuguesa no seu todo, a cada um de nós em particular, seja qual for a nossa condição ou identidade de género, para já não falar da forma indecente como esta norma pode contribuir até para o fim da humanidade. O que vem a ser isso de cada um ter direito à sua autodeterminação da identidade de género?! Não se deve brincar com coisas sérias.
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Em Setúbal, um homem teve uma ideia. Juntar outros homens e pensar sobre o que é isto de ser homem nos dias que correm. A reflexão e a ação desenvolvida pelas mulheres ao longo de décadas, sustentada numa profunda desigualdade de tratamento e de direitos, permite agora que os homens iniciem esse percurso de reflexão. Durante um ano e meio pensámos muito sobre este tema e como poderíamos transmitir uma mensagem de luta pela liberdade individual, desconstrução de preconceitos e pela igualdade de direitos e oportunidades entre mulheres e homens. O resultado está à vista por toda a cidade de Setúbal, nas cinco imagens que formam a campanha "Sou homem para isso!".
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Uma mulher genial que vive à sombra do marido. Não é uma história nova, mas mostra-nos de forma bem clara que a diferença entre homens e mulheres está instalada em todas as sociedades. No filme “The Wife”, não há violência física, mas psicológica, a subjugação, a resignação feminina, a falta de oportunidades, estão lá. De forma tão subtil que quase nem damos por elas, dada a cultura enraizada desta prática.
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Ainda que algumas mulheres refiram ligeiras melhorias nas condições do mercado de trabalho, de modo geral elas relatam que o processo de igualdade está estagnado, que o mercado é fechado à igualdade, associado a um sexismo benevolente e moderno que camufla a desigualdade laboral, com mudanças superficiais, ainda com muito preconceito em relação às mulheres, estando longe da efetiva igualdade laboral.
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Foi a 20 de agosto de 2018 que esta menina tomou a decisão de não frequentar a escola até às eleições gerais que decorreriam na Suécia a 9 de setembro. Pedia ao governo que reduzisse as emissões de carbono e que fosse respeitado o Acordo de Paris. Para fazer valer a sua ideia, durante o horário escolar, sentava-se em frente ao Riksdad todos os dias.
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O ”meu” feminismo é sobre o tratamento de cada indivíduo na nossa sociedade baseado no igual valor. Um feminismo que também procura ser interseccional, considerando outros fatores que influenciam quem somos, o que fazemos e como somos tratados e julgados. Isso não quer dizer que somos iguais ou que o deveríamos ser. Quer dizer que temos igual valor e que temos o direito de ser tratados precisamente com igual valor.
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Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

Chama-se Jéssica mas podia chamar-se Rita. Ou Paula ou Cristina. Isabel ou Fátima. Chama-se Jéssica e é um acaso. Os milhares de seguidores só...
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As mulheres estão sobrecarregadas e exaustas, mas a sociedade continua a dizer-lhes que são leoas guerreiras que conseguem ter e fazer tudo. A sociedade continua a dizer-lhes que é possível trabalhar dentro e fora de casa com sucesso se conseguirem gerir o tempo adequadamente. A casa, os filhos, a relação, o trabalho, o ginásio, o cabeleireiro: os dias esticam… mas só nos filmes é que acaba sempre tudo bem.
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Salvé os 85 honrados deputados que passaram um ano a pensar sobre as malfeitorias que o direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género causam à sociedade portuguesa no seu todo, a cada um de nós em particular, seja qual for a nossa condição ou identidade de género, para já não falar da forma indecente como esta norma pode contribuir até para o fim da humanidade. O que vem a ser isso de cada um ter direito à sua autodeterminação da identidade de género?! Não se deve brincar com coisas sérias.
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Em Setúbal, um homem teve uma ideia. Juntar outros homens e pensar sobre o que é isto de ser homem nos dias que correm. A reflexão e a ação desenvolvida pelas mulheres ao longo de décadas, sustentada numa profunda desigualdade de tratamento e de direitos, permite agora que os homens iniciem esse percurso de reflexão. Durante um ano e meio pensámos muito sobre este tema e como poderíamos transmitir uma mensagem de luta pela liberdade individual, desconstrução de preconceitos e pela igualdade de direitos e oportunidades entre mulheres e homens. O resultado está à vista por toda a cidade de Setúbal, nas cinco imagens que formam a campanha "Sou homem para isso!".
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Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

Voltou a olhar para mim, semicerrou os dentes e baixinho perguntou-me, pausadamente: “Com quantos gajos estiveste?”. Ele parecia furioso e eu fiquei com medo porque não sabia qual era, para ele, a resposta certa, mas arrisquei e respondi-lhe novamente, “Só contigo, Pedro. Conhecemo-nos pouco tempo depois de eu cá chegar”. Lembro-me de acordar no dia seguinte. Sentia dores no corpo todo, devia ser da ansiedade e daquela tensão. Já sabes que odeio discutir, sobretudo com ele. Tenho medo que se farte de mim...

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

Ultimos Artigos

Este foi o tema da talk da Alison Jesus na edição de 2019 do TEDx Funchal. Este é um testemunho, um texto na primeira pessoa, com que vale a pena aprender: todos temos direito aos nossos sonhos e todos temos o dever de afastar as barreiras que possam impedir alguém de os cumprir.
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Vénus é o planeta do amor e da feminilidade, é o segundo planeta do sistema solar, é o planeta mais próximo da TERRA! O seu nome é...
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É assim tão estranho que haja homens, e suas mães, que queiram, para si (e para os seus filhos) uma mulher submissa, boa dona de casa? As mães daqueles rapazes cresceram (algumas) a ler estas revistas. Foram assim educadas pelos seus pais. Educaram assim os seus filhos. É um círculo vicioso, educacional, cultural, que vai mantendo instâncias e tradições machistas de profunda injustiça e desigualdade. Que trazem grande sofrimento, para mulheres e homens. Que geram muita violência. Que estão na base, também, da violência doméstica (e suas vítimas fatais).
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Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

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