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Numa casa onde existe violência doméstica, não existe um agressor e uma vítima. Existe um casal, uma família, que vive num pingue-pongue constante entre o estar tudo bem e o apocalipse. É um estado de confusão profunda e asfixiante, enquanto se deseja que um dia o tormento acabe.
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A floresta é minha mãe Não me curvo perante ninguém Um homem não me subjuga Uma corrente não me amarra Olhos no céu Por fora do véu Não tenho medo de nada Sou árvore, sou flor Sou rio, sou dor Não tenho medo de nada
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A maioria das vítimas de agressões sexuais segue com a sua vida. Umas conseguem uma recuperação mais completa e outras têm mais dificuldade em fazê-lo, mas todas merecem respeito, independentemente dos resultados. O trauma não se supera com força de vontade. Ninguém que esteja deprimido ou que viva num permanente estado de ansiedade pós-traumática está nessa situação por opção.
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A noção de que existe uma tendência natural de assunção de papeis entre homens e mulheres - os...
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Eram dez da noite quando recebi uma mensagem: ”tens de ver o novo programa da TVI”. Vergonha alheia foi o meu primeiro sentimento. Como mulher e depois como mãe. Que mundo é este em que jovens procuram o amor com ajuda das mães? Que mulheres são estas que se sujeitam aos comentários jocosos e maldosos tanto das mães quanto dos filhos? Que homens são estes? Que mães são estas? Parei de me questionar, pensei: este é o mundo tal e qual.
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A crónica de Joana Bento Rodrigues sofre de um transtorno dissociativo de personalidade, pois deambula entre a defesa da igualdade retributiva do homem e da mulher – a qual serve apenas como 'framing device' para criticar o movimento feminista – e a defesa do oposto: a mulher deve ficar em casa, a cuidar dos filhos, a viver do rendimento do marido que a sustenta.
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Parece uma piada. Antes fosse. É o argumento do programa de domingo à noite dos dois canais mais vistos em Portugal. A SIC pôs várias mulheres a competir para agradar a um macho. A TVI pôs várias mulheres a competir para agradar à mamã de um macho. Os machos e as mamãs fazem as entrevistas (porque elas não perceberam mas, pelos vistos, estão a ser contratadas para sopeiras) e conforme as suas prestações são aprovadas ou dispensadas.
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A menina não pode jogar futebol porque ia estragar a brincadeira. O menino não pode fazer ballet porque é ridículo. Reparem, em ambos os casos o problema é a ligação com o feminino. "Coisa de meninas" é algo menor, inferior aos homens. As crianças não nasceram com estas ideias, alguém as ensinou a separar "coisas de meninas" de "coisas de meninos". E se ninguém lhes disser o contrário, crescerão a acreditar nisso.
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Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

Numa casa onde existe violência doméstica, não existe um agressor e uma vítima. Existe um casal, uma família, que vive num pingue-pongue constante entre o estar tudo bem e o apocalipse. É um estado de confusão profunda e asfixiante, enquanto se deseja que um dia o tormento acabe.
6

A floresta é minha mãe Não me curvo perante ninguém Um homem não me subjuga Uma corrente não me amarra Olhos no céu Por fora do véu Não tenho medo de nada Sou árvore, sou flor Sou rio, sou dor Não tenho medo de nada
232

A maioria das vítimas de agressões sexuais segue com a sua vida. Umas conseguem uma recuperação mais completa e outras têm mais dificuldade em fazê-lo, mas todas merecem respeito, independentemente dos resultados. O trauma não se supera com força de vontade. Ninguém que esteja deprimido ou que viva num permanente estado de ansiedade pós-traumática está nessa situação por opção.
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A noção de que existe uma tendência natural de assunção de papeis entre homens e mulheres - os...
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Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

Voltou a olhar para mim, semicerrou os dentes e baixinho perguntou-me, pausadamente: “Com quantos gajos estiveste?”. Ele parecia furioso e eu fiquei com medo porque não sabia qual era, para ele, a resposta certa, mas arrisquei e respondi-lhe novamente, “Só contigo, Pedro. Conhecemo-nos pouco tempo depois de eu cá chegar”. Lembro-me de acordar no dia seguinte. Sentia dores no corpo todo, devia ser da ansiedade e daquela tensão. Já sabes que odeio discutir, sobretudo com ele. Tenho medo que se farte de mim...

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

Ultimos Artigos

Guarda partilhada e residência alternada: 32 perguntas e respostas fundamentais. O que é que a lei diz sobre a “guarda partilhada”? O que é que a lei diz sobre a residência alternada? Todos os pais têm de ir a tribunal para regular as responsabilidades parentais? É habitual os pais desejarem, havendo acordo, um regime de residência alternada e verem-no negado na Conservatória ou pelo tribunal? A Capazes defende que se parta do princípio de que a guarda partilhada é o melhor para a criança, e que seja esta a regra geral?
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Cada palavra a mais é recompensada com um choque elétrico, que aumenta de intensidade e proporção ao número de infrações. Cortesia de uma pulseira obrigatória também usada por crianças e adolescentes do sexo feminino. Canetas e papéis são proibidos; livros fechados a sete chaves; a utilização de linguagem gestual é punida. Esta é uma história que permite abordar, em entrevista, temas como o feminismo, o conservadorismo popular crescente em alguns países, o pensar a “palavra” como um direito garantido, o perigo da barreira ao pensamento crítico, entre outros.

A Quebrar o Silêncio apresenta a 2º edição do encontro “O homem promotor da igualdade — homens e mulheres lado a lado pela igualdade de género”, que irá realizar-se a 15, 16 e 17 de novembro no ISCTE-IUL, em Lisboa. Para 2018, o evento terá como eixos centrais a interseccionalidade e os direitos das pessoas LGBTI, além do tema central que é a promoção de novas masculinidades e a promoção do papel do homem na igualdade de género.

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Esta história é real, faz doer o coração, faz-nos sentir vergonha alheia, vergonha de nós próprios e do mundo. Esta é uma história sem um final feliz. A personagem principal é Amanda Rodrigues, de 19 anos, que nunca chegará a festejar os 20 porque morreu no passado dia 17 de janeiro. Perdeu a vida porque queria que as pessoas gostassem dela.

Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

do Autor/a da Criada Malcriada
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