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Foi um ponto de viragem. O meu ponto de viragem. Percebi que não tinha de admitir nem mais um minuto ser tratada com desrespeito e essa tomada de consciência fez-me ter orgulho em mim. Passei a investir mais, a pensar em como poderia ser melhor, dependendo apenas de mim e aprendendo com as situações que iam surgindo. Demorei muito a conseguir cultivar um pouco de amor-próprio e ainda hoje é difícil manter esse espírito, essa determinação, porque quase todos os dias surgem pequenas situações que me dizem que não sou suficiente, que não sou bonita, que devo sentir-me mal por ser gorda.
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#DitadosImpopulares #vamosganharalutacontraaviolência #portugalmaisigual
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Às amigas que não cobram as vezes em que desmarcamos à última da hora um encontro porque os miúdos adoeceram ou as inúmeras vezes em que um “ligo-te já” se torna num “até para a semana”; Às amigas que não opinam sobre o facto de alimentarmos o nosso bebé com leite materno ou leite adaptado. Aos seus olhos só importa o que nos faz sentido; Às amigas que não exigem que finjamos que a vida não mudou ou que somos as mesmas;
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Perante isto, quer eu, quer os meus amigos, pudemos apenas chegar a uma conclusão: foram excluídos por serem gay. De novo, compreendo que seja uma festa essencialmente heterossexual, e não há algum nisso. É normal e saudável que haja ambientes mais queer e outros mais hétero na noite lisboeta. Como mulher heterossexual que frequente vários ambientes gay e queer, nunca fui impedida de entrar, nem barrada em algum destes ambientes. Nem nunca me fizeram sentir inadequada ou indesejada. Pelo contrário. No séc. XXI, é no mínimo lamentável que haja ambientes hétero com políticas hostis a pessoas LBGTI. E quando algumas dessas pessoas são impedidas de aceder a eventos abertos ao público apenas por serem LBGTI, é mais do que lamentável, é legalmente censurável.
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Na sequência da entrada em vigor da nova Lei sobre Identidade de Género, de 2018, o Governo, através do Secretário de Estado da Educação, aprovou um despacho a determinar a sua aplicação às escolas. O que se pretende com estes despacho é que as escolas, mantendo a sua autonomia, encontrem as melhores soluções para garantir que as crianças que não se identifiquem com o seu sexo biológico possam utilizar, com dignidade e segurança, balneários e casas-de-banho de acordo com a sua identidade de género. Conseguem imaginar a violência que representa, para uma menina de 10 anos, ter que ir à casa-de-banho dos rapazes? Ou para um rapaz de 14 anos ter que ir à casa-de-banho das raparigas? Independentemente de quais são os seus órgãos genitais pois, obviamente, estes não são visíveis, nem andam a ser exibidos em público, nem mesmo nos balneários e casas de banho. Na escola, à frente dos colegas, e provavelmente de colegas que pouco ou nada sabem sobre identidade de género. Ou, pior, de colegas que receberam educações preconceituosas e ignorantes dos pais (como as dadas, certamente pelos deputados do PSD e do CDS, e seus seguidores, que tanto se enfurecem com um não-assunto como este) e que, por isso, podem mesmo ser cruéis ou agressivos nestas circunstâncias.

Chama-se Jéssica mas podia chamar-se Rita. Ou Paula ou Cristina. Isabel ou Fátima. Chama-se Jéssica e é um acaso. Os milhares de seguidores só...
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As mulheres estão sobrecarregadas e exaustas, mas a sociedade continua a dizer-lhes que são leoas guerreiras que conseguem ter e fazer tudo. A sociedade continua a dizer-lhes que é possível trabalhar dentro e fora de casa com sucesso se conseguirem gerir o tempo adequadamente. A casa, os filhos, a relação, o trabalho, o ginásio, o cabeleireiro: os dias esticam… mas só nos filmes é que acaba sempre tudo bem.
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Salvé os 85 honrados deputados que passaram um ano a pensar sobre as malfeitorias que o direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género causam à sociedade portuguesa no seu todo, a cada um de nós em particular, seja qual for a nossa condição ou identidade de género, para já não falar da forma indecente como esta norma pode contribuir até para o fim da humanidade. O que vem a ser isso de cada um ter direito à sua autodeterminação da identidade de género?! Não se deve brincar com coisas sérias.
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Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

Foi um ponto de viragem. O meu ponto de viragem. Percebi que não tinha de admitir nem mais um minuto ser tratada com desrespeito e essa tomada de consciência fez-me ter orgulho em mim. Passei a investir mais, a pensar em como poderia ser melhor, dependendo apenas de mim e aprendendo com as situações que iam surgindo. Demorei muito a conseguir cultivar um pouco de amor-próprio e ainda hoje é difícil manter esse espírito, essa determinação, porque quase todos os dias surgem pequenas situações que me dizem que não sou suficiente, que não sou bonita, que devo sentir-me mal por ser gorda.
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#DitadosImpopulares #vamosganharalutacontraaviolência #portugalmaisigual
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Às amigas que não cobram as vezes em que desmarcamos à última da hora um encontro porque os miúdos adoeceram ou as inúmeras vezes em que um “ligo-te já” se torna num “até para a semana”; Às amigas que não opinam sobre o facto de alimentarmos o nosso bebé com leite materno ou leite adaptado. Aos seus olhos só importa o que nos faz sentido; Às amigas que não exigem que finjamos que a vida não mudou ou que somos as mesmas;
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Perante isto, quer eu, quer os meus amigos, pudemos apenas chegar a uma conclusão: foram excluídos por serem gay. De novo, compreendo que seja uma festa essencialmente heterossexual, e não há algum nisso. É normal e saudável que haja ambientes mais queer e outros mais hétero na noite lisboeta. Como mulher heterossexual que frequente vários ambientes gay e queer, nunca fui impedida de entrar, nem barrada em algum destes ambientes. Nem nunca me fizeram sentir inadequada ou indesejada. Pelo contrário. No séc. XXI, é no mínimo lamentável que haja ambientes hétero com políticas hostis a pessoas LBGTI. E quando algumas dessas pessoas são impedidas de aceder a eventos abertos ao público apenas por serem LBGTI, é mais do que lamentável, é legalmente censurável.

Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

Voltou a olhar para mim, semicerrou os dentes e baixinho perguntou-me, pausadamente: “Com quantos gajos estiveste?”. Ele parecia furioso e eu fiquei com medo porque não sabia qual era, para ele, a resposta certa, mas arrisquei e respondi-lhe novamente, “Só contigo, Pedro. Conhecemo-nos pouco tempo depois de eu cá chegar”. Lembro-me de acordar no dia seguinte. Sentia dores no corpo todo, devia ser da ansiedade e daquela tensão. Já sabes que odeio discutir, sobretudo com ele. Tenho medo que se farte de mim...

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

Ultimos Artigos

Este foi o tema da talk da Alison Jesus na edição de 2019 do TEDx Funchal. Este é um testemunho, um texto na primeira pessoa, com que vale a pena aprender: todos temos direito aos nossos sonhos e todos temos o dever de afastar as barreiras que possam impedir alguém de os cumprir.
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Vénus é o planeta do amor e da feminilidade, é o segundo planeta do sistema solar, é o planeta mais próximo da TERRA! O seu nome é...
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É assim tão estranho que haja homens, e suas mães, que queiram, para si (e para os seus filhos) uma mulher submissa, boa dona de casa? As mães daqueles rapazes cresceram (algumas) a ler estas revistas. Foram assim educadas pelos seus pais. Educaram assim os seus filhos. É um círculo vicioso, educacional, cultural, que vai mantendo instâncias e tradições machistas de profunda injustiça e desigualdade. Que trazem grande sofrimento, para mulheres e homens. Que geram muita violência. Que estão na base, também, da violência doméstica (e suas vítimas fatais).
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Artigos Mais Vistos

Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

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