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Em torno do 8 de Março celebramos as principais conquistas já alcançadas, ao mesmo tempo que delineamos ações de luta perante os diagnósticos realistas e sombrios do presente. Deles constam as persistentes manifestações de discriminação contra as mulheres e raparigas em todo o mundo, a anulação dos seus direitos humanos – desde o infanticídio de meninas, as violações, os raptos, o assédio sexual, de entre muitas outras formas de violência.Em torno do 8 de Março celebramos as principais conquistas já alcançadas, ao mesmo tempo que delineamos ações de luta perante os diagnósticos realistas e sombrios do presente. Deles constam as persistentes manifestações de discriminação contra as mulheres e raparigas em todo o mundo, a anulação dos seus direitos humanos – desde o infanticídio de meninas, as violações, os raptos, o assédio sexual, de entre muitas outras formas de violência.
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É preciso que lembremos àquele/a que está desempregado/a de seu valor, de que uma situação temporária não retira sua capacidade e seu talento. Ao lado dos danos financeiros, os danos na autoestima causados pelo desemprego podem ser terríveis, como a sensação de inexistência e invisibilidade. Saber distinguir a parte perene daquilo que é passageiro pode trazer algum alívio. 5- Ter um emprego, umas tantas vezes, não obedece à lógica do mérito. Há infinitas contingências que podem, em incontáveis ocasiões, possibilitar a empregabilidade de uma pessoa, sem que isto nada tenha a ver com merecimento. No caso da Pandemia, acrescente-se mais um fator externo a provocar a perda de atividade remunerada de uma pessoa, que não sua pretensa ausência de capacidade.
775

Dentro de poucos dias, nas piores circunstâncias possíveis, iremos saber se o ódio fala mais alto em Portugal. Iremos decidir se nos entregamos ao ódio do populismo. Da divisão do país em pessoas de bem e de mal, fatalmente aleatória, injusta. Da alienação das minorias. Das saudações Nazis. Do machismo disfarçado de crítica de moda. Do que é velho e bafiento, disfarçado de novo e reluzente. Do saudosismo de um passado que nunca existiu. Do falso ouro das respostas fáceis e vazias. Enquanto o populismo agoniza nos seus suspiros finais nos Estados Unidos, em Portugal a nossa luta começa agora. E é urgente. A Capazes está convicta de que @sportugueses não se deixarão enredar. De que as mulheres portuguesas não se deixarão iludir. E saberão dizer chega a quem as gostaria de silenciar. De que os homens portugueses não se deixarão sucumbir. E saberão dizer chega a quem faz da masculinidade uma ferramenta de agressão.
391

A teologia feminista pretende não só abrir caminhos para que sociedade assente no princípio de igualdade mas que em Cristo, o amor seja vivido pelas pessoas na qualidade única de amor, abolindo quiçá a própria linguagem, ela própria que se apresenta como discriminatória e exclui à partida outros géneros de fronteira como é o caso de pessoas que não se identificam com o binarismo de género.
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Se, quando ocorreram os ataques em Paris, não responderam ao “I love Paris” com “all cities must be loved”. Se, no dia da luta contra o cancro da mama não gritam, indignados, “todos os cancros contam!”. Se, no dia do pai não exclamam: “e as mães!”? Então, não partilhem o lema racista “all lives matter”. O movimento “black lives matter” não diz que “only” black lives matter. Obviamente, todas as vidas contam de mesma forma. Mas, nos dias de “tragédia” em que mais uma pessoa negra é vítima fatal de racismo, o que se pretende é chamar a atenção para o risco especial das vidas das pessoas racializadas nestas circunstâncias. Tão-só. É possível que não sejam racistas e partilhem esta parvoíce. É possível. Mas devem saber que foram os movimentos racistas, supremacistas brancos, quem criou este mote. E se sabem disto, e continuam a gritar “all lives matter”, é também possível que sejam, vocês, só moderadamente racistas.
928

Quando uma criança ou uma mulher dizem: fui violada. A incredulidade. A pergunta inevitável. Disseste que não? Resististe? A resposta desesperada. Não, não, não, não. Aquele momento em que me confronto com a decisão impossível. Cedo ou resisto. Se cedo, perco-me para sempre. Torno-me cúmplice silenciosa da minha própria violação. Se resisto, desperto o monstro que habita no homem. Esse monstro do qual nunca me falaram, mas cuja existência é tão certa como a morte. E, tal como a morte, uma presença que não existe realmente, invisível, indizível, incompreensível. Se resisto, provoco o monstro. Serei então forçada a encarar o monstro, a olhá-lo nos olhos, frente a frente. A reconhecer, resignada, a sua existência real. Ainda assim, mesmo quando encarado, tão incompreensível e indizível como imagino que será a morte, um dia.
593

Na grande cacofonia das injustiças sociais, cada um/a de nós se sente mais injustiçado e mais legitimad@ para reclamar, o que tem um efeito muito perverso: deixamos de ouvir as queixas dos/as outros/as, fechamo-nos no nosso próprio infortúnio, ficamos mais egoístas e menos empátic@s. Cada um/a de nós que se encontra num certo degrau da escada da injustiça social tem a tendência para se sentir ofendido/a com as queixas de quem está mais acima na escada (afinal, têm bem mais do que nós!), e, simultaneamente, vai desprezar as queixas de quem se encontra mais abaixo (afinal, resolver estes problemas é tarefa do Estado e da Segurança Social, certo? Não há nada que eu possa fazer…). Só há um pequeno grupo de pessoas a quem interessa este estado de coisas – isolamento social de grupo, falta de empatia e solidariedade social, individualismo egoísta – e é o pequeno grupo de pessoas a quem este estado de coisas interessa há milénios. É preciso dizer?
1314

Em suma, para os casais que cumprem os requisitos e resistiam ou resistem ainda à residência alternada, aproveitem esta quarentena para refletir nisto: a essência da família não é a tolerância à convivência constante, é a boa distribuição de tarefas. A família surge como uma forma de garantir a sobrevivência a partir da divisão de tarefas, e não porque estavam todos juntos, todo o dia, todos os dias. Ser família é compreender a partilha e a divisão. Se em quarentena a residência alternada é, pelo menos, um alívio intermitente de uma tremenda pressão familiar, espero que, para lá da quarentena, as famílias portuguesas possam ver na residência alternada a solução mais equilibrada para o bem-estar familiar constante de tod@s. Quanto aos casais que vivem felizes juntos, não sei o que vos diga, olhem, rezem pela vacina!
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Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

Em torno do 8 de Março celebramos as principais conquistas já alcançadas, ao mesmo tempo que delineamos ações de luta perante os diagnósticos realistas e sombrios do presente. Deles constam as persistentes manifestações de discriminação contra as mulheres e raparigas em todo o mundo, a anulação dos seus direitos humanos – desde o infanticídio de meninas, as violações, os raptos, o assédio sexual, de entre muitas outras formas de violência.Em torno do 8 de Março celebramos as principais conquistas já alcançadas, ao mesmo tempo que delineamos ações de luta perante os diagnósticos realistas e sombrios do presente. Deles constam as persistentes manifestações de discriminação contra as mulheres e raparigas em todo o mundo, a anulação dos seus direitos humanos – desde o infanticídio de meninas, as violações, os raptos, o assédio sexual, de entre muitas outras formas de violência.
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É preciso que lembremos àquele/a que está desempregado/a de seu valor, de que uma situação temporária não retira sua capacidade e seu talento. Ao lado dos danos financeiros, os danos na autoestima causados pelo desemprego podem ser terríveis, como a sensação de inexistência e invisibilidade. Saber distinguir a parte perene daquilo que é passageiro pode trazer algum alívio. 5- Ter um emprego, umas tantas vezes, não obedece à lógica do mérito. Há infinitas contingências que podem, em incontáveis ocasiões, possibilitar a empregabilidade de uma pessoa, sem que isto nada tenha a ver com merecimento. No caso da Pandemia, acrescente-se mais um fator externo a provocar a perda de atividade remunerada de uma pessoa, que não sua pretensa ausência de capacidade.
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Dentro de poucos dias, nas piores circunstâncias possíveis, iremos saber se o ódio fala mais alto em Portugal. Iremos decidir se nos entregamos ao ódio do populismo. Da divisão do país em pessoas de bem e de mal, fatalmente aleatória, injusta. Da alienação das minorias. Das saudações Nazis. Do machismo disfarçado de crítica de moda. Do que é velho e bafiento, disfarçado de novo e reluzente. Do saudosismo de um passado que nunca existiu. Do falso ouro das respostas fáceis e vazias. Enquanto o populismo agoniza nos seus suspiros finais nos Estados Unidos, em Portugal a nossa luta começa agora. E é urgente. A Capazes está convicta de que @sportugueses não se deixarão enredar. De que as mulheres portuguesas não se deixarão iludir. E saberão dizer chega a quem as gostaria de silenciar. De que os homens portugueses não se deixarão sucumbir. E saberão dizer chega a quem faz da masculinidade uma ferramenta de agressão.
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Se, quando ocorreram os ataques em Paris, não responderam ao “I love Paris” com “all cities must be loved”. Se, no dia da luta contra o cancro da mama não gritam, indignados, “todos os cancros contam!”. Se, no dia do pai não exclamam: “e as mães!”? Então, não partilhem o lema racista “all lives matter”. O movimento “black lives matter” não diz que “only” black lives matter. Obviamente, todas as vidas contam de mesma forma. Mas, nos dias de “tragédia” em que mais uma pessoa negra é vítima fatal de racismo, o que se pretende é chamar a atenção para o risco especial das vidas das pessoas racializadas nestas circunstâncias. Tão-só. É possível que não sejam racistas e partilhem esta parvoíce. É possível. Mas devem saber que foram os movimentos racistas, supremacistas brancos, quem criou este mote. E se sabem disto, e continuam a gritar “all lives matter”, é também possível que sejam, vocês, só moderadamente racistas.
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Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

Voltou a olhar para mim, semicerrou os dentes e baixinho perguntou-me, pausadamente: “Com quantos gajos estiveste?”. Ele parecia furioso e eu fiquei com medo porque não sabia qual era, para ele, a resposta certa, mas arrisquei e respondi-lhe novamente, “Só contigo, Pedro. Conhecemo-nos pouco tempo depois de eu cá chegar”. Lembro-me de acordar no dia seguinte. Sentia dores no corpo todo, devia ser da ansiedade e daquela tensão. Já sabes que odeio discutir, sobretudo com ele. Tenho medo que se farte de mim...

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

Cronistas

capazes

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A teologia feminista pretende não só abrir caminhos para que sociedade assente no princípio de igualdade mas que em Cristo, o amor seja vivido pelas pessoas na qualidade única de amor, abolindo quiçá a própria linguagem, ela própria que se apresenta como discriminatória e exclui à partida outros géneros de fronteira como é o caso de pessoas que não se identificam com o binarismo de género.
422

Quando uma criança ou uma mulher dizem: fui violada. A incredulidade. A pergunta inevitável. Disseste que não? Resististe? A resposta desesperada. Não, não, não, não. Aquele momento em que me confronto com a decisão impossível. Cedo ou resisto. Se cedo, perco-me para sempre. Torno-me cúmplice silenciosa da minha própria violação. Se resisto, desperto o monstro que habita no homem. Esse monstro do qual nunca me falaram, mas cuja existência é tão certa como a morte. E, tal como a morte, uma presença que não existe realmente, invisível, indizível, incompreensível. Se resisto, provoco o monstro. Serei então forçada a encarar o monstro, a olhá-lo nos olhos, frente a frente. A reconhecer, resignada, a sua existência real. Ainda assim, mesmo quando encarado, tão incompreensível e indizível como imagino que será a morte, um dia.
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Na grande cacofonia das injustiças sociais, cada um/a de nós se sente mais injustiçado e mais legitimad@ para reclamar, o que tem um efeito muito perverso: deixamos de ouvir as queixas dos/as outros/as, fechamo-nos no nosso próprio infortúnio, ficamos mais egoístas e menos empátic@s. Cada um/a de nós que se encontra num certo degrau da escada da injustiça social tem a tendência para se sentir ofendido/a com as queixas de quem está mais acima na escada (afinal, têm bem mais do que nós!), e, simultaneamente, vai desprezar as queixas de quem se encontra mais abaixo (afinal, resolver estes problemas é tarefa do Estado e da Segurança Social, certo? Não há nada que eu possa fazer…). Só há um pequeno grupo de pessoas a quem interessa este estado de coisas – isolamento social de grupo, falta de empatia e solidariedade social, individualismo egoísta – e é o pequeno grupo de pessoas a quem este estado de coisas interessa há milénios. É preciso dizer?
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Artigos Mais Vistos

Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

do Autor/a da Criada Malcriada
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Texto simulado de resumo sobre o post.
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